Saudade: Alentejo
Ai Alentejo... Alentejo
Vou percorrer-te de lés a lés
Num deslumbramento de revelação
Quero consolar os meus sentidos
Perder-me numa deliciosa embriaguez
Lá para os lados de Moura
Entre perfumes de flor-de-laranjeira
Palmilharei...
Aqueles montados desmedidos
Adormecerei...
À sombra de uma qualquer azinheira
E por breves instantes...
Planarei os meus sentidos
Ao percorrer-te, não me fadigo.
Do cimo de uma atalaia
Avistarei...
A mais rasa das planícies
Onde se ergue uma flor de pedra e luz
Recordo o que alguém me disse
É como contemplar...
O rosto de Jesus.
A meus pés...
Desdobra-se o palco do meu destino.
Infindável planície
Por entre os rios e ribeiras
Fazem transbordar de suor
Os verdes montados.
Não há limite no espaço ou no tempo
Em pousio para qualquer sementeira
Ou qualquer esgar de lamento!
Autor Desconhecido
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